A Nova Geografia Digital Luso-Brasileira
A Corrida Bilionária das Gigantes da Tecnologia pelo Atlântico Digital
Saiba como a busca das big techs por energia limpa está transformando Brasil e Portugal no novo mapa múndi dos data centers de Inteligência Artificial. Nessa redescoberta de negócios digitais, existe um dilema energético de dimensões continentais.
Por Jandy Sales | 10 de março de 2026

A bússola das grandes empresas de tecnologia aponta cada vez mais para o Atlântico Sul. Portugal, um hub de conexão transatlântica, vê projetos como o Start Campus em Sines, avaliado em 8,5 bilhões de euros (cerca de US$ 10 bilhões), prometerem ser os maiores da Europa abastecidos por energia verde. Cruzando o oceano, o Brasil, com sua matriz elétrica que é uma das mais limpas do mundo, prepara-se para receber investimentos – anunciado no início de dezembro de 2025, como o primeiro data center na América Latina, do aplicativo TikTok no Ceará, com previsão de investimento de mais de 200 bilhões de reais (cerca de US$ 40 bilhões).
A instalação da infraestrutura bilionária da ByteDance – gigante chinesa dona do TikTok, será no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, com previsão de início das operações em 2027. O investimento no solo latinoamericano é uma prova de que o setor digital assume posição estratégica na economia global. Países com energia renovável abundante e conectividade robusta, no caso do Brasil, conquistam protagonismo inédito. O que está em jogo não é apenas onde os dados são armazenados, mas onde a inteligência artificial – a linguagem tecnológica do futuro é treinada.
Uma Ponte Energética Que Nasceu em 2003
Essa aproximação entre Brasil e Portugal no setor não surgiu do nada. Em 2003, quando o Brasil se preparava para lançar seus primeiros grandes parques eólicos, um especialista português foi convocado para compartilhar a sua expertise.
O capitão desta viagem foi o professor João Peças Lopes, coordenador do INESC TEC, um dos centros de pesquisa em energia mais respeitados da Europa. Ele também é catedrático da Universidade do Porto, onde leciona engenharia elétrica para estudantes de graduação e pós-graduação. Peças Lopes foi contratado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico Brasileiro (ONS) e sua missão era estruturar os procedimentos técnicos para integrar com segurança uma fonte de energia nova, intermitente e promissora à rede nacional. “Era preciso saber como (a energia eólica) iria impactar na operação do sistema”, relembra o professor. “Trazia a experiência de Portugal, da Europa”, disse ele em entrevista por telefone.
Foram de quatro a cinco anos, entre apresentações no Recife e reuniões no Rio de Janeiro, na sede da ONS, que o professor Peças Lopes ajudou a escrever o manual de operação da energia eólica no Brasil. Essa colaboração pioneira foi mais do que um intercâmbio técnico, foi a implantação de um conhecimento estratégico.
Duas décadas depois, a energia eólica é um pilar da matriz renovável brasileira, como foi mostrado pela Revista DISCOVER em 2024 numa reportagem que mostrou o potencial da energia verde da eólica nos estados de Pernambuco e Piauí, na região Nordeste. Hoje, os gigantes aerogeradores se tornaram o principal ativo que agora atrai os data centers de última geração.

Os aerogeradores do Complexo Eólico da Chapada do Piauí, no Nordeste brasileiro, alimentam a infraestrutura que posiciona o Brasil na rota global da Inteligência Artificial. Foto: Jandy Sales
O Dilema Português: Sucesso com Risco de Apagão
Portugal se transformou em vitrine para a infraestrutura digital. A combinação de estabilidade política, mão de obra qualificada, conectividade de cabos submarinos e, sobretudo, eletricidade barata com forte presença renovável, criou um ecossistema atraente. No Fundão, uma pequena cidade próxima à Espanha, um data center de 4 bilhões de euros (algo em torno de US$ 4,7 bilhões) promete virar motor de desenvolvimento regional.
Mas o sucesso cobrou seu preço. Os pedidos de energia para novos data centers já declarados em Portugal somam 26,5 gigawatts. Um número que supera a capacidade total atual de geração do país, de 23,4 GW. “O problema é que não há recurso renovável suficiente para alimentar toda essa demanda”, alerta João Peças Lopes, expondo o paradoxo no centro do milagre tecnológico português. “O maior projeto, em Sines, consome sozinho 1,5 GW”, afirmou o professor.
Para evitar um colapso ou a sobrecarga da rede, que poderia aumentar o custo da energia para todos, o governo português planeja um investimento maciço de 13 bilhões de euros (cerca de US$ 15 bilhões) em infraestrutura elétrica nos próximos cinco anos, incluindo três novas hidrelétricas. A solução de longo prazo, na visão do professor João Peças, está no mar: a energia eólica offshore, apesar de seus desafios ecológicos e tecnológicos, é vista como a saída para um território continental onde os melhores locais para renováveis já estão ocupados. “Vale a pena investir nessas soluções para conseguirmos gerar riqueza e empregos qualificados”, defende.

Professor João Peças Lopes foi contratado como consultor técnico do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para uma missão pioneira no Brasil: definir os requisitos e procedimentos para a integração segura de parques eólicos à rede nacional de energia elétrica. Foto: Arquivo Pessoal
Desafio Brasileiro: Energia Abundante, Regulação Incerta
Do outro lado do Atlântico, o jogo energético é diferente, mas igualmente complicado. O Brasil tem uma vantagem de dar inveja: mais de 90% da sua eletricidade vem de fontes renováveis. Numa corrida global por data centers de IA, que consomem muito mais energia que os tradicionais, isso faz toda diferença. Grandes apostas comerciais, como o complexo do TikTok no Ceará, prometem funcionar com energia 100% renovável e sistemas de resfriamento que reutilizam água.
A abundância energética brasileira, porém, esbarra em desafios de outra natureza. O país vive uma urgência regulatória. Existe medida provisória que cria o Regime Especial de Tributação para Data Centers. O ReDATA prevê a redução da taxa de importação de produtos e equipamentos em até 50%. Caso aprovado no Congresso Nacional, o programa poderá atrair investimentos bilionários. O problema aqui é o risco de caducar em fevereiro de 2026 se não receber o sinal verde do Congresso. Enquanto isso, concorrentes regionais como Argentina, México e Colômbia avançam com políticas consolidadas. “O que está barrando hoje é a expectativa de ter a medida provisória aprovada”, explicou Luis Tossi, da Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), em entrevista ao Times Brasil, canal de notícias da rede americana CNBC.
Impactos, Empregos e a Sombra da Água
A chegada dos data centers também mexe com o mercado de trabalho. Em Portugal, espera-se que o setor gere uma quantidade “bastante significativa” de empregos altamente qualificados, nas palavras de Peças Lopes. O país já possui um ecossistema de tecnologia forte, onde cerca de 20% da força de trabalho em TI é composta por imigrantes qualificados, atuando nas áreas de inteligência artificial, desenvolvimento de software e blockchain (livro-razão digital distribuído e imutável para transações seguras), segundo relatórios internacionais sobre imigração dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil, por sua vez, vê em cada grande projeto a promessa de milhares de oportunidades de trabalho, como os mais de quatro mil empregos ligados ao data center do TikTok a ser instalado no Ceará.
Mas a expansão e conquista tecnológica no reino digital tem seus gargalos a serem vencidos. Em Portugal, a acelerada expansão de parques solares e eólicos para alimentar essa demanda já encontra resistência de comunidades e ambientalistas, que denunciam aprovações sem estudos adequados, inclusive perto de áreas protegidas. No Brasil, o projeto de implantação da gigante chinesa TikTok enfrentou questionamentos sobre um aumento de 7,3 vezes no volume de água autorizado para consumo em um estado com histórico de secas –, aqui no caso o Ceará.

De acordo com o professor João Peças Lopes, a instalação de data centers em Portugal vai gerar empregos com mão-de-obra qualificada.
Nova Geografia Digital e Desafios Antigos
A nova rota digital é pavimentada com desafios antigos: a necessidade de planejamento de longo prazo, a regulação ágil e inteligente, e o equilíbrio delicado entre o desenvolvimento econômico acelerado e a sustentabilidade social e ambiental. O sucesso não estará apenas em atrair os data centers, mas em gerenciar sua chegada de forma a fortalecer as redes elétricas, gerar conhecimento local e assegurar que a soberania digital e o bem-estar das populações sejam partes integrantes do contrato. Como resume Peças Lopes, a tarefa é “encontrar soluções”. E elas, embora complexas, já começam a ser desenhadas no contexto digital nos dois lados do Atlântico.
Sustentabilidade, Segurança Cibernética e o Futuro da Inteligência Artificial
Tanto do lado brasileiro do Atlântico, quanto o do português, o diálogo entre inteligência artificial, data centers, sustentabilidade e soberania digital requer uma discussão mais profunda sobre uma nova paginação do futuro tecnológico. Esse debate não é apenas uma preocupação do governo e da sociedade brasileira, mas mundial em meio à nova realidade digital ditada pelas gigantes do setor. Para lançar luz no debate sobre tema tão relevante, a DISCOVER entrevistou a professora do Departamento de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, Teresa Ludermir.
Pioneira da pesquisa em inteligência artificial no Brasil, Teresa Ludermir é também coordenadora do Instituto Nacional de Inteligência Artificial (IAIA) e do Centro de Excelência em IA para Segurança Cibernética. Ela foi eleita, em outubro de 2025, como fellow (membro) da The World Academy of Science (TWAS), que elege seus integrantes com base na excelência científica e contribuições significativas para o avanço da ciência em nível global.
A professora Ludermir conquistou uma das honrarias de mais alto nível para um cientista. Na entrevista a seguir, ela analisa o momento atual do país no setor de IA, defende a sustentabilidade, alerta para os riscos à soberania digital e aponta como o Nordeste pode se transformar em um hub de inovação de baixo carbono.

A professora do Departamento de Informática da UFPE, Teresa Ludermir, é pioneira na pesquisa em Inteligência Artificial no Brasil, coordena o Instituto Nacional de IA (IAIA) e faz parte da lista de membros da The World Academy of Science. Foto: Arquivo Pessoal
Revista DISCOVER – A senhora é considerada pioneira na área de IA no Brasil. Como avalia os principais avanços da pesquisa brasileira nessa área?
Teresa Ludermir – O Brasil tem avançado de forma significativa na pesquisa em inteligência artificial nos últimos anos, com crescimento na produção científica, criação de centros de excelência e mais colaborações internacionais estratégicas. Um esforço importante de articulação entre universidades, setor produtivo e governo, ficou evidente com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA), e pelo crescimento de projetos como os INCTs e CPA voltados para IA. No entanto, é preciso consolidar essa evolução com investimento contínuo, formação de pessoas e incentivo à pesquisa básica e aplicada que atenda às demandas do país. A pesquisa brasileira em IA sempre teve um caráter único, mesclando excelência técnica com uma sensibilidade para problemas locais. Construímos uma base acadêmica sólida, reconhecida internacionalmente, mesmo com flutuações de investimento. Tivemos avanços notáveis em áreas como linguagem natural para o português, agricultura de precisão, saúde pública e análise de dados para políticas sociais. Grupos de pesquisa de instituições como os da USP, UNICAMP, UFMG e, claro, da UFPE, publicam regularmente em periódicos e conferências de alto nível. O Brasil deixou de ser apenas um consumidor para se tornar um criador de tecnologia adaptada à sua realidade. O grande desafio que persiste é transformar essa pesquisa de qualidade em impacto econômico e social em larga escala.
RD – Qual é o próximo grande passo necessário para o Brasil se consolidar como protagonista da IA no cenário global?
TL – É a construção de uma política de Estado para IA. Isso envolve investimento sustentável em infraestrutura (como supercomputação acessível), formação de talentos em massa e incentivo à aplicação da IA em setores estratégicos: agroindústria, saúde, energia, segurança pública. É igualmente crucial estabelecer marcos regulatórios e éticos sólidos, que estimulem a inovação com responsabilidade. A construção de modelos fundacionais com dados nacionais, por exemplo, é uma oportunidade estratégica para nos posicionarmos globalmente. Precisamos de parcerias ousadas entre academia, empresas e governo para criar “mission-driven projects” em IA, nos quais o Brasil possa liderar pela relevância e originalidade de suas soluções, não apenas seguindo tendências globais. Soberania digital passa por ter capacidade própria de treinar grandes modelos com nossos dados, nossa língua e nossa visão de mundo. Não podemos esquecer de políticas para a retenção de talentos. Sem poder computacional e sem reter nossos cérebros, seremos eternos coadjuvantes.
RD – Para o leigo, é curioso que a IA demande muita energia elétrica e água, levantando-se questões sobre sustentabilidade. O que pode ser feito para evitar um cenário distópico?
TL – Essa é uma preocupação urgentíssima. O treinamento de grandes modelos de linguagem consome, de fato, a energia de pequenas cidades. A solução está no que chamamos de “Green AI” ou IA Verde. É fundamental colocar a sustentabilidade no centro do desenvolvimento da IA. Devemos atuar em duas frentes. Primeiro, na criação de algoritmos mais eficientes, que cheguem ao mesmo resultado com menos processamento – os chamados small language models ou modelos compactos. Isso envolve incentivar técnicas como pruning e distillation de modelos e investir em hardware mais eficiente. Segundo, na infraestrutura física: os data centers precisam migrar para fontes de energia 100% renovável e sistemas de refrigeração que não dependam de água potável. A tecnologia não pode avançar às custas do planeta. A sustentabilidade deve ser um parâmetro de qualidade do algoritmo, tão importante quanto sua precisão.
Segundo a professora Teresa Ludermir, a soberania digital depende da capacidade de treinar grandes modelos com nossos dados, nossa língua e nossa visão de mundo.
É uma responsabilidade coletiva de pesquisadores, empresas e governo. A regulamentação deve incentivar transparência no consumo de recursos dos grandes modelos. A tecnologia só será verdadeiramente inteligente se também for sustentável.
O Brasil, com sua matriz energética majoritariamente renovável, tem vantagem comparativa nesse aspecto. Mas precisa planejar para que o crescimento da IA não sobrecarregue regiões já vulneráveis.
RD – O Nordeste brasileiro, com seu potencial em energias renováveis, é apontado como polo ideal para data centers sustentáveis. A pesquisa em IA da região, como a liderada pela UFPE, pode acelerar essa vocação?
TL – Sem dúvida. O Nordeste tem uma vantagem competitiva única com sua abundância em energia solar e eólica. No entanto, energia sozinha não constrói um ecossistema. É aí que a pesquisa de ponta se torna vital. Na UFPE, por meio de seus centros de pesquisa em IA e redes como o CIn.AI, atuamos em projetos que articulam IA, sustentabilidade e infraestrutura digital. Podemos desenvolver tecnologias voltadas para eficiência energética de data centers, algoritmos mais leves, e políticas públicas baseadas em evidência. Transformar a região em um polo de data centers verdes é estratégico para o Brasil, e a academia pode ser protagonista nesse processo. Nós, da UFPE, também aceleramos essa vocação fornecendo o capital intelectual. Não adianta instalar um data center gigante se não houver engenheiros e cientistas de dados capacitados para operá-lo e inovar a partir dele. A universidade atua formando essa mão de obra ultraqualificada e desenvolvendo projetos que otimizam a distribuição dessa energia renovável usando a própria IA. Estamos transformando a região não apenas em uma exportadora de energia, mas também de inteligência sustentável. A pesquisa em IA não só na UFPE, mas na UPE, UFRPE, UFRN, UFC, UFBA — já tem tradição em áreas como visão computacional, robótica e mineração de dados. A pesquisa acadêmica pode ser a âncora para um ecossistema que una energia limpa, armazenamento de dados e desenvolvimento de IA de baixo carbono.

Teresa Ludermir: “A universidade atua formando essa mão de obra ultra qualificada e desenvolvendo projetos que otimizam a distribuição dessa energia renovável usando a própria IA”.
RD – A senhora coordena o Centro de Excelência em IA para Segurança Cibernética. Como garantir que a expansão dos data centers e da IA não aumente as vulnerabilidades digitais do país?
TL – A IA é uma faca de dois gumes: ela empodera tanto o atacante quanto o defensor. Com a expansão digital, a superfície de ataque aumenta. A expansão tecnológica precisa vir acompanhada de uma postura proativa em cibersegurança. A resposta não é frear a tecnologia, mas adotar a ‘segurança por design’. O uso de IA na proteção digital é promissor, mas também introduz novos riscos — como ataques com modelos generativos ou exploração de vulnerabilidades nos próprios algoritmos. No nosso Centro de Excelência, trabalhamos com soluções baseadas em IA para defesa ativa, detecção de intrusões, análise de vulnerabilidades e autenticação inteligente. Garantir a segurança significa investir em pesquisa para que nossas defesas digitais evoluam mais rápido que as técnicas dos cibercriminosos. Além disso, é fundamental formar profissionais especializados e integrar ações entre academia, setor produtivo e governo para garantir resiliência cibernética. A regulamentação também deve estabelecer padrões mínimos de segurança para a operação de data centers.
RD – Qual é o maior desafio ético que o Brasil precisa enfrentar no desenvolvimento e no uso da Inteligência Artificial?
TL – É garantir que a IA seja desenvolvida de forma inclusiva, justa e sensível às desigualdades do país. Isso exige combater vieses algorítmicos, proteger dados sensíveis, assegurar transparência nos sistemas e garantir que decisões automatizadas respeitem os direitos humanos. É urgente que o Brasil desenvolva sua própria infraestrutura tecnológica. Não podemos depender totalmente de plataformas e dados externos. Se importamos modelos de IA treinados com dados do Hemisfério Norte, importamos também seus preconceitos e visões do mundo. Isso pode gerar discriminação automatizada contra a nossa própria população em sistemas de crédito, justiça ou saúde. A soberania digital ética significa desenvolver inteligências artificiais treinadas com dados brasileiros, que entendam a nossa diversidade racial, cultural e social. O desafio é garantir que a IA seja uma ferramenta de redução de desigualdades, e não um espelho que amplifica as injustiças que já existem na nossa sociedade. A soberania digital é um pré-requisito para uma IA ética, confiável e comprometida com o bem público.
Da Energia dos Ventos à Era Digital: Brasil e Portugal no Mesmo Barco

A ponte tecnológica entre Recife, no Brasil, e Aveiro, em Portugal, simboliza a expansão internacional do ecossistema de inovação brasileiro. O tema foi abordado em reportagem especial da primeira edição de 2025 da DISCOVER.
O potencial da energia limpa foi tema da Revista DISCOVER na reportagem “Nordeste Verde: O Renascimento Energético em Terras Ensolaradas – O Boom da Energia Sustentável e suas Ramificações no Coração do Brasil”, publicada em janeiro de 2024. A matéria mostrou um caminho pavimentado para a atração de infraestruturas digitais que requerem energia limpa para dar suporte à Inteligência Artificial.
E, para entender melhor como centros de tecnologia de ponta do Brasil estão plantando bandeira em solo europeu e tecendo essa rede de cooperação prática, convidamos os nossos leitores a conferir a reportagem de capa da DISCOVER na primeira edição de 2025: Internacionalização de Startups Brasileiras e a Âncora do Polo Digital do Recife Lançada em Portugal. Saiba como o Porto Digital do Recife, uma referência global em inovação, está expandindo sua influência com um escritório em Aveiro, Portugal, e o que isso revela sobre o futuro da cooperação tecnológica luso-brasileira.
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