Brasil, Canadá e Portugal: A Agricultura na Era Digital
Saiba como ciência, dados e inovação estão redefinindo a agricultura e aproximando Brasil, Canadá e Portugal na construção do campo do futuro.
Por Jandy Sales | 14 de julho de 2026
Durante muito tempo, imaginar uma fazenda significava pensar em tratores, terra, chuva e trabalho pesado. Hoje, porém, uma nova paisagem começa a surgir sobre o campo brasileiro.
Em vez de enxadas e cadernos de anotações, produtores rurais recorrem a sensores, satélites, drones, inteligência artificial e plataformas digitais capazes de transformar milhões de dados em decisões quase instantâneas.

O campo deixou de depender apenas da força das máquinas para depender, cada vez mais da tecnologia, como o uso de drones na agricultura para coleta de informações. Foto: DJI Agras/Pixabay
É uma mudança silenciosa, mas profunda. A agricultura do século XXI deixou de depender apenas da força das máquinas para depender, cada vez mais, da qualidade das informações.
Enquanto o mundo enfrenta o avanço das mudanças climáticas, a pressão por produzir mais alimentos utilizando menos água, menos energia e menos insumos agrícolas transformou o campo em um dos principais laboratórios tecnológicos do planeta. O resultado é uma corrida global pela chamada agricultura digital, um ecossistema que reúne inteligência artificial, robótica, biotecnologia, conectividade, energia renovável e análise de dados.
A Posição Estratégica do Brasil
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a digitalização já transforma praticamente todas as etapas da produção agrícola — do plantio à comercialização — aproximando pesquisadores, empresas e produtores rurais em torno de um objetivo comum: produzir mais, utilizando menos recursos e reduzindo os impactos ambientais.
É nesse ambiente de inovação que atua Jayme Garcia Arnal Barbedo, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP). Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com pós-doutorados pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e pela Universidade de Victoria, no Canadá, ele desenvolve pesquisas em inteligência artificial aplicada à agricultura, com destaque para o uso de imagens hiperespectrais na detecção precoce de doenças em plantas e para o monitoramento agrícola por drones.
Em entrevista concedida por telefone à Revista DISCOVER, Barbedo resumiu o momento vivido pelo setor com uma avaliação otimista, mas cautelosa. “Existem muitos desafios para serem vencidos, mas o Brasil está muito bem inserido nesse contexto.”
O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Jayme Garcia Arnal Barbedo, estuda como inteligência artificial, drones e processamento de imagens estão transformando a agricultura brasileira. Foto: Arquivo Pessoal.
Segundo o pesquisador, embora as tecnologias digitais já começassem a chegar ao campo no início da década passada, a verdadeira aceleração ocorreu a partir de 2012, quando os avanços da inteligência artificial passaram a encontrar aplicações práticas em diferentes setores da economia. “A agricultura não ficou de fora. Já existia uma cultura digital, os drones começavam a aparecer, mas, a partir desse período, vimos um crescimento exponencial que continua até hoje”, disse.
Muito Além dos Drones
Quando se fala em agricultura digital, a imagem que normalmente vem à cabeça é a de um drone sobrevoando uma plantação. Na prática, porém, ele representa apenas uma pequena parte dessa revolução. Hoje, uma fazenda moderna pode produzir diariamente milhares de informações sobre temperatura, umidade, fertilidade do solo, ocorrência de pragas, consumo de água, produtividade, previsão climática e comportamento das plantas.
Grande parte desses dados é enviada automaticamente para servidores em nuvem — computadores remotos que armazenam e processam informações pela internet. Com isso, o produtor consegue acompanhar praticamente toda a propriedade pelo celular ou computador, mesmo estando a quilômetros de distância.
É como se a fazenda passasse a “conversar” com o agricultor. Essas informações permitem reduzir desperdícios, aplicar fertilizantes apenas onde realmente são necessários, antecipar doenças e planejar melhor a produção.
Para Barbedo, a agricultura deixa de ser baseada apenas na experiência acumulada para incorporar decisões fundamentadas em ciência e análise de dados. “Cada vez mais as propriedades rurais vão depender de informações para sua gestão”, disse ele.
Essa transformação, explica o pesquisador, também responde a um problema mundial: produzir alimentos suficientes para uma população crescente sem ampliar significativamente o uso de recursos naturais.
Quando a Inteligência Artificial Enxerga Antes dos Olhos Humanos

Na Embrapa Agricultura Digital, pesquisadores desenvolvem sistemas capazes de identificar doenças antes mesmo dos primeiros sintomas aparecerem nas plantas.
Durante a entrevista concedida por telefone à Revista DISCOVER, o pesquisador Jayme Garcia Arnal Barbedo, supervisor do Grupo de Pesquisa em Computação Científica, Engenharia de Informação e Automação da Embrapa Agricultura Digital, explicou que a inteligência artificial representa apenas uma parte da transformação em curso. O verdadeiro salto tecnológico acontece quando diferentes ferramentas trabalham juntas para antecipar problemas que, até poucos anos atrás, só eram percebidos quando já haviam causado prejuízos.
É nesse contexto que entram as chamadas câmeras hiperespectrais. Embora o nome pareça complexo, o princípio é relativamente simples. Uma câmera comum, como a de um telefone celular, registra apenas as cores que o olho humano consegue enxergar: vermelho, verde e azul.
Já uma câmera hiperespectral, segundo Barbedo, capta dezenas ou até centenas de faixas de luz invisíveis aos nossos olhos, especialmente na região do infravermelho. Essa informação adicional funciona como um exame médico realizado na planta.
“Muitas vezes uma doença só é percebida quando a folha já apresenta sintomas. Quando isso acontece, parte do dano já foi causada. O objetivo é detectar o problema antes mesmo de ele aparecer visualmente para que o produtor possa agir no momento certo”, explicou ele.
Na prática, segundo o pesquisador Jayme Barbedo, isso significa identificar infecções, deficiência de nutrientes, estresse hídrico ou ataques de fungos dias — às vezes semanas — antes de qualquer alteração ser perceptível. A consequência é direta: menos desperdício de defensivos, menor impacto ambiental e redução significativa dos custos da produção.
Olhos no Céu
Outro protagonista dessa revolução digital no campo são os drones. Se há poucos anos eles eram vistos apenas como equipamentos para fotografia aérea, hoje passaram a integrar a rotina de inúmeras propriedades rurais. Segundo Barbedo, o custo desse tipo de tecnologia caiu rapidamente.
“Hoje um drone simples custa entre três e quatro mil reais. Para muitas propriedades isso já representa um investimento bastante acessível. E quem não quiser comprar pode contratar empresas especializadas que realizam esse monitoramento”, afirmou o pesquisador.
Equipados com sensores, câmeras térmicas e sistemas de inteligência artificial, esses equipamentos conseguem mapear lavouras inteiras em poucos minutos, localizar áreas com deficiência de irrigação, identificar focos de pragas e acompanhar o desenvolvimento das culturas com precisão impressionante.
Na pecuária, a lógica é semelhante. De acordo com Barbedo, a mesma tecnologia permite localizar animais espalhados em grandes áreas, acompanhar seu deslocamento e até detectar alterações de comportamento que podem indicar doenças ou situações de risco.
Apesar da sofisticação, o pesquisador faz uma observação importante. “O drone é apenas uma ferramenta. O valor está na informação produzida a partir dos dados que ele coleta.”
Da Imagem à Decisão
O grande diferencial da agricultura digital não está apenas na coleta de imagens. Está na capacidade de transformar milhões de informações em decisões quase instantâneas. É justamente aí que entra a inteligência artificial. Algoritmos analisam milhares de fotografias, identificam padrões invisíveis ao olhar humano e aprendem continuamente conforme recebem novos dados.
Esse processo, conhecido como aprendizado de máquina (machine learning), permite que os sistemas se tornem progressivamente mais precisos. Em vez de aplicar fertilizantes ou defensivos em toda a lavoura, por exemplo, o agricultor passa a tratar apenas os pontos realmente necessários. A lógica muda completamente. Sai a agricultura baseada em médias. Entra a agricultura baseada em dados. Essa transformação acompanha uma tendência global.
A Experiência do Canadá
No Canadá, instituições como a University of Toronto ampliaram pesquisas em inteligência artificial aplicada ao agronegócio, enquanto empresas canadenses desenvolvem sensores capazes de detectar fungos presentes no ar antes mesmo de eles atingirem as plantações.
Já em Portugal, de acordo com o pesquisador Jayme Barbedo, universidades e centros tecnológicos ligados ao setor vitivinícola vêm utilizando robótica e visão computacional para auxiliar a produção de uvas e automatizar etapas da colheita. Segundo ele, nenhuma dessas soluções pode simplesmente ser transferida de um país para outro.
“Uma tecnologia desenvolvida para o Canadá não necessariamente funciona no Brasil. A agricultura tropical possui características completamente diferentes. Por isso existe tanto interesse internacional em adaptar essas soluções às condições brasileiras.”
Essa necessidade explica por que o Brasil deixou de ser apenas consumidor de tecnologia agrícola e passou também a ser produtor de conhecimento. Hoje, pesquisadores brasileiros mantêm cooperação científica com universidades canadenses, instituições portuguesas e centros de pesquisa da Europa, desenvolvendo soluções adaptadas às condições climáticas e produtivas do país.
Mais do que importar inovação, o desafio agora é construir tecnologia própria — capaz de responder às demandas da agricultura tropical e fortalecer a soberania tecnológica brasileira.
O Desafio de Fazer a Tecnologia Chegar ao Campo
Apesar do avanço acelerado da inteligência artificial, dos drones e da automação, o maior obstáculo da agricultura digital brasileira não está na falta de inovação. Está na capacidade de levar esse conhecimento até quem produz os alimentos.
“O produtor normalmente não rejeita a tecnologia. Muitas vezes ele simplesmente não sabe que ela existe ou não teve oportunidade de aprender como utilizá-la”, observa Jayme Barbedo.
A constatação do pesquisador da Embrapa Digital ajuda a desfazer um dos principais mitos sobre a transformação digital no campo: a ideia de que os agricultores resistem às novidades. Segundo o pesquisador, ocorre justamente o contrário.
Quando conhecem as soluções e percebem seu potencial para reduzir custos, economizar água, aumentar a produtividade e facilitar a gestão da propriedade, produtores demonstram grande interesse em adotá-las.
“O que fazemos é conversar com eles, mostrar onde queremos chegar e ouvir quais são as dificuldades reais da produção. Quando percebem que aquela tecnologia pode resolver um problema do dia a dia, eles ficam bastante animados”, revelou Barbedo.
Conectar Pessoas

A conectividade tornou-se tão importante para o agronegócio quanto a água, a energia e a qualidade do solo. “A tecnologia permite monitorar áreas, enviar informações rapidamente e tomar decisões muito mais ágeis”, segundo o pesquisador Jayme Barbedo.
Mas existe uma condição básica para que toda essa revolução funcione: internet. Pode parecer contraditório imaginar tratores autônomos, sensores inteligentes e inteligência artificial em áreas onde o sinal de celular ainda desaparece poucos quilômetros depois da saída da cidade.
Essa, porém, continua sendo a realidade de boa parte do meio rural brasileiro. Barbedo reconhece que houve avanços importantes após a pandemia de Covid-19, quando a expansão da conectividade ganhou prioridade em diversas políticas públicas. Ainda assim, o problema está longe de ser solucionado.
“A maioria dos produtores já possui internet em casa. O desafio é que essa conexão nem sempre chega às áreas de produção. Sem cobertura adequada fica difícil utilizar sensores, equipamentos conectados e sistemas baseados na Internet das Coisas”, disse.
A chamada Internet das Coisas (IoT) consiste em equipamentos capazes de trocar informações automaticamente pela internet. No campo, isso significa sensores que medem a umidade do solo, coleiras inteligentes para monitorar rebanhos, estações meteorológicas conectadas e sistemas de irrigação que funcionam praticamente sozinhos. Sem conectividade, essa rede simplesmente deixa de existir.
Semiárido Digital
Para enfrentar esse desafio, segundo o pesquisador Jayme Barbedo, a Embrapa desenvolve iniciativas voltadas especificamente às regiões onde a transformação digital ainda avança em ritmo mais lento. Uma delas é o projeto Semiárido Digital, que atua em comunidades rurais do sertão baiano levando capacitação tecnológica aos produtores.
Mais do que apresentar equipamentos modernos, a proposta é ensinar como cada ferramenta pode resolver problemas concretos da propriedade. “A capacitação talvez seja hoje nossa maior preocupação. Não basta disponibilizar tecnologia. É preciso mostrar onde ela faz sentido e ensinar, passo a passo, como utilizá-la”, disse ele.
Durante o projeto, pesquisadores convivem diretamente com agricultores familiares e identificam demandas que, muitas vezes, estão longe dos grandes debates sobre inteligência artificial. Em algumas localidades, o desafio continua sendo garantir água suficiente para irrigação. Em outras, organizar informações básicas sobre a produção.
“A gente ajuda, mas não vai permanecer para sempre ali. Nosso objetivo é dar o pontapé inicial para que o próprio ecossistema local — universidades, sindicatos, escolas, cooperativas e poder público — continue esse trabalho”, afirmou o pesquisador.
A ideia resume uma das mudanças mais importantes trazidas pela agricultura digital: inovação deixou de depender exclusivamente de laboratórios. Hoje ela nasce também da colaboração entre ciência, produtores e comunidades.
O Dever de Casa
Outro desafio aparece dentro das universidades. Enquanto a inteligência artificial evolui em velocidade impressionante, os currículos acadêmicos nem sempre conseguem acompanhar esse ritmo. Para Barbedo, essa atualização tornou-se indispensável.
“A evolução tecnológica é muito rápida. Até para nós, pesquisadores, às vezes é difícil acompanhar. As instituições sabem que precisam atualizar seus currículos, mas essas mudanças acontecem de forma mais lenta do que a tecnologia evolui.”
O problema não afeta apenas futuros engenheiros agrônomos. Envolve técnicos agrícolas, extensionistas, profissionais de cooperativas e consultores que, diariamente, orientam milhares de produtores espalhados pelo país.
Nesse cenário, a tecnologia passa a exercer um papel inesperado: ampliar o alcance da assistência técnica. O pesquisador afirmou que em vez de visitar uma propriedade por vez, extensionistas conseguem acompanhar diversas fazendas simultaneamente utilizando imagens de satélite, drones e plataformas digitais.
“Esses profissionais conseguem multiplicar seus braços. É impossível visitar todos os produtores todos os dias, mas a tecnologia permite monitorar áreas, enviar informações rapidamente e tomar decisões muito mais ágeis.”
Uma Revolução para Todos
Embora a agricultura digital costume ser associada às grandes fazendas de soja, milho e cana-de-açúcar, Barbedo faz questão de destacar que o futuro dessa transformação dependerá justamente da inclusão dos pequenos produtores.
O Brasil possui mais de cinco milhões de propriedades rurais de pequeno e médio porte e, segundo ele, levar conectividade, capacitação e acesso às novas tecnologias para esse universo talvez seja o maior desafio dos próximos anos.
Mais do que produzir alimentos, trata-se de garantir que a inovação também seja um instrumento de redução das desigualdades regionais. Isso porque, no fim das contas, uma fazenda inteligente não é apenas aquela repleta de sensores, drones ou algoritmos sofisticados. É aquela onde conhecimento, tecnologia e pessoas conseguem trabalhar lado a lado.
O Novo Mapa Digital do Campo
Ao longo da entrevista concedida por telefone à Revista DISCOVER, Jayme Garcia Arnal Barbedo repetiu diversas vezes uma palavra que sintetiza o momento vivido pela agricultura mundial: cooperação.
Na visão do pesquisador, nenhum país conseguirá enfrentar sozinho os efeitos das mudanças climáticas, da escassez de mão de obra ou da crescente demanda mundial por alimentos. “A dimensão desses desafios é tão grande que somente por meio de redes internacionais de pesquisa conseguiremos construir soluções efetivas”, afirmou.
E essa colaboração já acontece. De acordo com o pesquisador, nos últimos anos, a Embrapa Agricultura Digital recebeu delegações de diversos países interessadas em conhecer as tecnologias desenvolvidas no Brasil. Canadá, Holanda, Estados Unidos, China, Bélgica e Alemanha figuram entre os parceiros que vêm ampliando o intercâmbio científico com pesquisadores brasileiros.
O interesse é mútuo. Enquanto o Brasil busca incorporar tecnologias desenvolvidas em outros centros de inovação, pesquisadores estrangeiros procuram adaptar suas soluções às características únicas da agricultura tropical.
“O que funciona no Canadá dificilmente funcionará exatamente da mesma forma no Brasil. Nosso clima, nossas culturas agrícolas e nossos desafios são completamente diferentes.” Essa adaptação tornou-se um dos ativos estratégicos da pesquisa brasileira.
Brasil, Canadá e Portugal

A Câmera hiperespectral ajuda a evitar perdas na agricultura ao detectar a doença na planta antes que ela se alastre. Foto gentilmente cedida pela Embrapa Digital.
A experiência internacional do pesquisador — que realizou pós-doutorado na Universidade de Victoria, no Canadá — permitiu acompanhar de perto essa aproximação científica.
Segundo ele, o relacionamento entre instituições brasileiras e canadenses nunca foi tão intenso. Há projetos conjuntos envolvendo universidades, startups e empresas de tecnologia, especialmente na área de inteligência artificial aplicada ao agronegócio.
Um exemplo citado por Barbedo envolve uma startup canadense que desenvolveu armadilhas inteligentes capazes de identificar, por meio de sensores e inteligência artificial, quais fungos circulam em determinada região agrícola.
Esses sistemas funcionam como uma espécie de “estação de alerta precoce”, avisando os produtores antes que doenças atinjam as plantações. Mas a tecnologia precisa ser tropicalizada. É justamente aí que entram instituições como a Embrapa. “A vontade deles é adaptar essas soluções para a agricultura tropical. Existe um interesse muito grande dos dois lados”, disse ele.
Essa cooperação também alcança Portugal. Embora possua uma geografia territorial reduzida, o país europeu tornou-se referência em inovação agrícola voltada para culturas de alto valor agregado, especialmente a vitivinicultura.
Instituições portuguesas parceiras da Embrapa vêm desenvolvendo robôs capazes de auxiliar na colheita de uvas e sistemas inteligentes voltados ao monitoramento das videiras.
Além disso, Barbedo destacou outra frente estratégica. Portugal vem investindo fortemente na integração entre produção de energia renovável e agricultura. Um exemplo é o avanço dos chamados sistemas agrivoltaicos. Neles, painéis solares dividem espaço com plantações ou criação de animais, permitindo produzir eletricidade e alimentos na mesma área.
Segundo o pesquisador, a Embrapa mantém parcerias com a EDP, empresa portuguesa de energia que também possui operações no Brasil, para estudar modelos capazes de ampliar essa integração. A proposta representa uma mudança importante de paradigma. As placas solares deixam de ocupar áreas exclusivamente destinadas à geração elétrica e passam a coexistir com atividades agrícolas, aumentando o aproveitamento do solo.
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