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Um Brasil melhor para todos

Como sobreviver à terrível batalha política entre o medo e o ódio

Por Fábio K. Guimarães

Estamos passando por um momento político extremamente delicado ao qual uma nação inteira está dividida e angustiada com o medo dos resultados das eleições. A causa deste sofrimento são as diferenças ideológicas extremas dos candidatos adversários à presidência da república.

De um lado está o ódio exacerbado por um partido político envolvido em vários casos de corrupção e que já está há anos no poder. Do outro, está o medo profundo de um candidato que não tem nenhum compromisso com o “politicamente correto” e que tem um discurso que coloca em risco a vida de homossexuais, mulheres, negros, indígenas, além da própria democracia.

Mas antes de prosseguirmos com a nossa reflexão, seria importante compreender que dentro desta polarização existem 5 sub-perfis de eleitores:

1. Eleitores que amam o PT;
2. Eleitores que amam o Bolsonaro;
3. Eleitores que odeiam o PT;
4. Eleitores que tem medo do Bolsonaro;
5. Eleitores que odeiam o PT e ainda tem medo do Bolsonaro.

Certamente, todos esses perfis se mesclam de certa forma. Alguns podem amar Bolsonaro e ainda odiar o PT. Outros podem amar o PT e temer Bolsonaro.

Querer levantar a questão para definir qual desses grupos está sofrendo mais é desnecessário. Pois, sofrimento jamais deveria ser medido.

Sofrimento

Sofrimento, seja ele qual for, deve ser respeitado. É exatamente neste ponto que você precisa estar atento, pois no exato momento em que começamos a medir o sofrimento é que acontece a separação entre a nossa nação e entre os que amamos.

No momento em que achamos que a nossa dor é maior que a dor do outro e menosprezamos o sofrimento alheio, criamos diversos conflitos emocionais para ambas as partes.

Como lidar com toda essa angústia e medo que paira sobre a nossa mente neste momento decisivo?

Esta não é uma tarefa fácil.

Inicialmente, é preciso aceitar que (apesar de todas as evidências que cada lado se apega) nenhum dos lados pode ter ABSOLUTA certeza de que a vitória de um ou de outro, será pior ou melhor para o Brasil. Podemos especular o que pode acontecer, mas certeza de fato, não podemos ter.

A verdade é que as mentes de ambos os lados estão sentenciando tragicamente o futuro do país no caso da vitória de seu adversário. E isso, além de péssimo para a nossa saúde emocional, pode não ser uma verdade.

Evolução da consciência

O que devemos aprender com tudo isso que está acontecendo em nosso país?

Qual é a lição que poderíamos tirar diante de todo este sofrimento que nasce do ódio e do medo?

É preciso compreender que toda adversidade contem uma lição e que todo sofrimento na verdade é um alerta e uma oportunidade para fazer a consciência evoluir.

Neste caso, a lição de quem está com medo é justamente desenvolver a coragem. É de se tornar cada vez mais forte, confiante para não mais se sentir diminuído.

E a lição de quem está com raiva é desenvolver a compaixão, o perdão, o amor e a generosidade.

Não são conceitos muito simples de se entender e na verdade devemos transcender esses questionamentos além do âmbito político, e trazê-los para a realidade das nossas próprias vidas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em que parte da minha vida eu preciso me tornar mais forte? Mais corajoso? Mais seguro? E em que situações eu preciso desenvolver melhor a minha compaixão, o amor ao próximo, o meu perdão? Onde estou negligenciando todas essas questões?

No momento em que você conseguir identificar essas respostas tão profundas, a sua angústia se tornará menos desconfortável e a sua vida mais leve.

No final das contas, é uma ilusão achar que podemos de verdade controlar o resultado de alguma coisa.

Para termos paz diante dessa divisão, o único pensamento que deveríamos ser UNÂMIMES, é o desejo de quem vencer, que faça um Brasil melhor para todos.

Fábio F. Guimarães

Fábio é terapeuta holístico, mestre de reiki nos sistemas Usui, Tibetano e Karuna Reiki® certificado pelo The International Center for Reiki Training (ICRT), Bach Flower Practitioner e pelo Bach Institute de Londres.

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