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Os encantos de Sintra

Por Caio Quinderé

A Serra de Sintra é há muito um lugar mágico, envolto de misticismo, romance e histórias de bastidores com reis e rainhas. Todavia, mesmo com passado entre figura da realeza e nobreza portuguesa, aqui o homem ainda consegue como em poucos lugares do mundo ter um compromisso entre natureza e sua essência interior. Principalmente no outono.

Claro que todas as estações do ano, em Sintra, oferecem cenários de beleza inimaginável. A primavera com os ventos e os verdes das folhagens e as flores e o verão com o canto baixinho das águas das suas fontes eram para os reis e rainhas que, em tempos de antes, lá se instalavam para fugirem dos “rebuliços” da Corte, em Lisboa.

Logo, no centro de Sintra, há o Palácio Nacional, uma das residências de Dona Maria I, e por conseguinte, anos depois o palácio preferido de Dona Amélia. Hoje muito visitado por turistas do mundo inteiro. Todavia, é bom frisar, que no outono e no inverno que Sintra nos recebe melhor e com mais tranquilidade.

Para muitos (inclusive para mim), uma estação adorável, que pode ser apreciada quando pelas encostas da serra o amarelo dourado das folhas matiza a passagem sendo um bálsamo para os olhos e para o coração de quem visita de charrete, a pé ou mesmo de carro. Lá pode-se encontrar o Castelo dos Mouros datado antes do século IX com a ocupação moura na Península Ibérica.

Bastidores entre reis, rainhas e nobres

Mais ao alto está o belíssimo Palácio de Pena, que é verdadeiramente um encontro de amor. Muitas cores. Fora construído por encomenda pelo minerador e arquiteto amador alemão Barão Von Eschwege. Depois de algumas controvérsias aqui e ali, muitos “laços” e “entrelaços” de bastidores, em 1889, o Palácio ou mesmo o Castelo de Pena passa a ser do governo português, pela proposta de compra de Dom Luis I de Portugal.

Caio Quinderé

Caio tem mais de 15 anos de atuação em jornalismo e marketing, incluindo as áreas de publicidade, eventos e afins. Escreve para teatro, cinema e televisão, bem como publicou livros e artigos no campo da comunicação, educação e artes. Mora em Almada, Setúbal - Portugal.

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